A crise que assusta dentro e fora de Campo

Com a paralisação dos campeonatos regionais os clubes se preocupam
Com as prováveis consequências

A pandemia do covid-19 causou a paralisação do futebol pelo mundo todo, e aqui no Brasil os campeonatos regionais foram paralisados. Por necessidade, a maioria dos clubes não se opôs contra a determinação da CBF e de suas federações. Em São Paulo o campeonato paulista, que é repleto de clubes do interior, estava chegando em suas fazes decisivas. Faltavam duas rodadas para o fim da fase de grupo, é surpreendente o Santo André um time do interior e com a condição financeira bem menor comparada aos grandes da capital liderava a competição naquela momento.
Mesmo com a boa colocação na competição, as consequências da paralisação assustam o Santo André e outros clubes menores de todas as séries. Em entrevista à bandeirantes via Skype no programa Donos da Bola no mês de março, o presidente do Santo André Sidney Riquetto comentou sobre os contratos com seus jogadores que foram feitos com vencimentos para 7 de abril, e após isso os jogadores estariam livres no mercado. E foi o que aconteceu com um dos seus melhores jogadores o atacante Ronaldo que era o artilheiro do Paulistão pelo clube com 6 gols, Ronaldo teve a sorte que outros não teve já assinou um pré contrato com o Sport de Pernambuco para a disputa da série A do Brasileirão, Isso era uma das preocupações dos dirigentes além de perde um talento, não lucrar com a saída dos mesmo, já muitos jogadores que ainda estão sem clubes ficam assustado com seus vencimentos e custos já que provavelmente não terá seus salários mensais como de costume.
Assim como Ronaldo outros jogadores conseguiram novos contratos e alguns clubes mais preparados conseguiriam renovar ou fazer um breve acordo até a retomada das competições times por todo o país correm atrás e quebram a cabeça pra fechar as contas e honrar com seus compromissos.

Em conversa com Jonatas paulista 25 anos, que joga pelo noroeste, líder da competição série A3 do campeonato paulista com 23 pontos, o jogador disse que tem contrato com o time até o mês atual (Maio) e aguarda a conclusão de tudo para poder conversa com a diretoria. Perguntando sobre as atitudes tomadas pela federação ele disse que “Por enquanto muitas das federações ainda não se posicionaram sobre a sequência das suas competições. Acredito que, dentro das possibilidades, elas estão tomando as atitudes que sejam boas para todos”.
Mas não é só os clubes do interior que estão preocupados com essa situação. Clubes grandes como o Corinthians, que deve mais de 700 mil para a União, quebra a cabeça, já que fora as dívidas a pagar, tem uma folha salarial altíssima que chega à casa dos 12 milhões de reais, e não pode deixar de pagar para seus jogadores e funcionários que dependem ainda mais dos seus vencimentos nessa ocasião.
O momento é complicado. Só vamos saber as consequências dessa crise após tudo acabar. Alguns clubes como no sul do país já retomaram os treinos, e sonham com a volta das competições assim como ocorreu na Alemanha que tem a situação mais controlada no momento quanto ao vírus, com isso o governo alemão autorizou o retorno da bundesliga principal competição do país, outros ligas pela Europa já sinalizam uma volta, aqui no Brasil o cenário é diferente o número de mortos aumentam cada dia mais, e a volta do futebol parece longe, mesmo que sem torcida, o retorno não parece viável nas condições atuais
O que resta é os clubes e a federação se unirem nesse momento e tentar soluções para que o mínimo de pessoas ou de clubes se prejudiquem. Até o momento Não conseguimos respostas da federação paulista de futebol, em contato, por e-mail e via telefone da ouvidoria.
Foi sugerido por nossa equipe na relação de perguntas enviadas uma divisão dos prêmios que a federação disponibilizaria para o vencedor e os finalistas, em momentos como esse todos nós podemos ajudar mesmo que não seja nossa obrigação. Podemos fazer a diferença de alguma forma. Comentem algumas ideias e compartilhem a matéria!

Comentários