Pandemia pode mudar cronograma eleitoral

Atualizado: 28 de abr. de 2020
Partidos articulavam nos bastidores quem iria representá-los nas próximas eleições que aconteceria em outubro de 2020

Prováveis candidatos para prefeitura de São Paulo. Edição: Wallas Novais
Em outubro deste ano conheceríamos os novos vereadores e prefeitos, que iriam nos representar regionalmente. A luta pela prefeitura prometia ser intensa, já que muitos partidos já estavam articulando suas candidaturas em São Paulo. Os possíveis concorrentes seriam Celso Russumano (PRB), que atualmente é deputado federal, Joice Hasselmann (PSL), que atualmente é deputada federal, sendo a mais votada de 2018, e é líder do seu partido na Câmara, Bruno Covas (PSDB), que atualmente é prefeito da cidade de São Paulo, assumindo o cargo após a saída de João Doria, que deixou o cargo para disputar as eleições para Governador do Estado. Outros prováveis candidatos são Orlando Silva (PCdoB), que atua como deputado federal, Felipe Sabará (NOVO), ex-secretário municipal de assistência social do governo de João Doria, e Márcio França (PSB), que concorreu na última eleição para governador em São Paulo. Márcio se destaca como um dos favoritos a vencer essas eleições. Vale lembrar que com toda questão da pandemia, ainda não se sabe ao certo quando será as eleições, mas a disputa para a prefeitura é sempre acirrada, justamente por levar nomes importantes, que por sua vez ainda pode ter como candidato José Luís Datena, já que o apresentador da Bandeirantes (Band) vinha mostrando certo interesse no meio político, e recentemente se filiou ao partido MDB. Datena até recebeu propostas para ser vice do atual prefeito, segundo informações do jornal Folha de São Paulo. Ainda sem as definições “petistas” e “bolsonaristas” de quem vai representar os partidos nessas eleições, os partidos com menor expressão no cenário nacional como o (NOVO), podem ter chance de ganharem destaque e, quem sabe, brigar por um segundo turno.
Também teremos esse ano as eleições para vereador, que não são tão divulgadas, porém é de extrema importância, afinal, os vereadores são responsáveis pela ligação entre o governo e povo, ouvindo o que os eleitores querem, propondo e aprovando os projetos na Câmara Municipal, projetos esses que interferem diretamente em nossas vidas. Então, fiquem ligados: quando forem confirmar o voto, sua cidade irá precisar de boas pessoas a frente para enfrentar as consequências do COVID-19.
Fomos para as ruas para saber a opinião das pessoas referente às próximas eleições. Thiago Vieira, de 17 anos, ainda não tem seu candidato favorito e disse que ainda não começou a estudar os concorrentes, mas pretende analisar bem antes de dar seu voto. “Particularmente, tenho minha tendência de esquerda, mas tenho que ser imparcial. Os dois lados têm propostas boas”, disse Thiago. Já Ozieli Silva, de 31 anos, busca sempre estar atenta com os concorrentes, não importa o cargo que eles estão disputando. “Procuro sempre pesquisar, até mesmo converso com as pessoas do meu trabalho sobre o assunto e acabamos tirando as dúvidas um do outro. Eu sempre analiso as propostas dos novos candidatos para não ficar na mesmice, se não, acabo jogando meu voto fora”, disse Ozieli.

Entrevistados falam sobre as eleições. Foto: Henrique Freitas
Cassilene Costa, de 47 anos, sempre analisa as promessas dos políticos em questão e nos disse algo interessante sobre isso: “Quando analisamos os candidatos antes, isso nos dá margem para cobra-los no futuro. Todos eles oferecem o mundo na hora de se eleger, mas nem todos cumprem com o que prometeram, então é sempre bom ficar de olho”.

Mesmo que “distantes”, já que as eleições geralmente ocorrem no mês de outubro, devemos nos atentar. São 4 anos que damos à alguém para produzir algo bom ou não, então precisamos nos atentar a cada detalhe para não fazer a escolha do errada. Vocês já pesquisaram sobre seus “favoritos” e seus concorrentes, analisou suas propostas, ideias e até mesmo suas ideologias? Isso é muito importante na hora de apertar o “confirme”, pois sua decisão não muda só sua vida, mas a de milhares de pessoas que atualmente residem nas cidades.

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