A Saúde em Guerra

Números de óbitos assustam no estado de São Paulo, Governador e Prefeito buscam medidas para tentar conter a crise do Corona vírus

Vivemos uma crise, ou guerra, como dito em entrevista coletiva recentemente pelo governador de São Paulo João Doria (PSDB). Algumas medidas foram tomadas até o momento, e governo e prefeitura do estado trabalham juntos no combate ao covid-19. O que chama atenção são os investimentos feitos e parcerias com alguns empresários para passar esse momento conturbado. Mas afinal, por quê não houve tais investimentos antes, já que a saúde no estado é tão precária?
Quem convive ou já conviveu em hospitais públicos sabe a calamidade que é, é triste ver idosos largados em corredores sem o mínimo de dignidade possível. Triste também é a falta de médicos em hospitais e equipamentos, mas o que surpreende de forma positiva e como o estado está lidando com todo o problema, mesmo com a taxa de mortes maior no estado de São Paulo, que já passa de 600 mortes, o que seria pior sem todas as atitudes tomadas.
Como a do dia 31/03, em que foram disponibilizados 100 milhões de reais que serão distribuídos até julho, destinado às santas casas e alguns hospitais. Pouco, se comparado com previlégio de alguns políticos que além de receberem salários altíssimos, no dia 12/02 deste ano, o presidente do Senado Davi Alcolumbre (DEM/AP) assinou decreto “agraciando” servidores do Senado com uma boa notícia, de que a idade mínima dos planos de saúde de seus filhos e enteados passariam de 24 a 33 anos, previlégio esse que já é válido na câmera dos deputados desde 2016 segundo a folha de São Paulo. Agora imagine seu filho ou seu pai com um previlégio desses, sem ter que esperar horas ou anos na fila do sus.

A injeção na saúde é sempre de bom grado, principalmente na pública, e deveria ser sempre assim. Não deveriam ter esperado um caso de extrema urgência como o do covid-19 para agir ainda mais em uma cidade com 12.18 milhões habitantes, e sem saúde o povo não trabalha e principalmente, não vive pra fazer a economia girar, já que economia é a principal preocupação do presidente Jair Bolsonaro(sem partido).
Que fique como lição que saúde e sempre necessário para o povo, e que possamos aprender com esse momento duríssimo e triste pelo qual estamos passando. São mais de 1.300 mortos até o momento em que essa matéria foi escrita, e o que tudo indica é que dá sim para investir mais na saúde,. Se tivesse sido uma prioridade antes, não só do governo atual mas também dos anteriores, talvez o número de óbitos seria menor.


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